terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CUT rejeita projeto sobre greve no funcionalismo que não prevê direito à negociação


Centrais sindicais reuniram-se com relator da proposta e cobraram obrigatoriedade de governos dialogarem com servidores
A CUT e as demais centrais sindicais afirmaram ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do anteprojeto de lei para regulamentação do direito de greve dos servidores públicos, que são contrárias a qualquer proposta sem a obrigatoriedade de os governos negociarem com os trabalhadores.

Em audiência pública com o parlamentar nesta quinta-feira (20), em Brasília, os dirigentes ponderaram que muitos dos conflitos são resultado da falta de um processo democrático de negociação entre os gestores e o funcionalismo.

Jucá é autor da proposta de regulamentação do artigo 37 da Constituição Federal, responsável por assegurar o direito de greve à categoria, mas que depende de uma lei complementar para ser implementado.

Secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, destacou que todas as centrais rejeitaram a proposta e citou o compromisso do senador em não colocar o anteprojeto em votação enquanto não esgotar o diálogo. 

“O Senador entendeu nosso recado, que vale também para todo o Congresso e o governo: só discutiremos o dispositivo sobre a greve, se debatermos também à obrigatoriedade de os governantes abrirem um canal de diálogo com os servidores, porque uma coisa não anda sem a outra. Não há convergência de nenhuma central sobre o texto, portanto, terá de fazer modificações cabíveis, se quiser contar com nosso apoio”, explicou Graça.

Outro ponto em que não há acordo é a garantia de manutenção de 60% dos chamados serviços essenciais e 50% dos demais setores durante as paralisações. A exigência praticamente inviabiliza a realização de greves.

Como referência, em períodos de paralisação, 30% dos trabalhadores em serviços essenciais, como UTI e atendimento de emergência costumam ser mantidos.

A dirigente também critica a lista de atividades essenciais apresentada por Jucá, com 23 itens, que vão do setor de arrecadação ao diplomático, passando por educação, saúde e operação do sistema financeiro.

“Caso consideremos também os terceirizados, concluiremos que ninguém mais poderá fazer greve”, critica Graça.

Erro na forma – Para ela, o governo erra a mão ao desconsiderar a proposta construída após três anos de debate dos servidores com o Ministério do Planejamento e entregue à presidenta Dilma Rousseff em 2012.

O texto incluía os três pontos considerados essenciais para a categoria: negociação coletiva, direito de greve e liberação dos dirigentes.

“O governo não enviou para Congresso o que havíamos definido e agora aparece a discussão na Comissão Especial para debater exclusivamente a greve?”, questiona.

Graça refere-se à Comissão Mista criada para consolidar a Legislação Federal e que tem como presidente o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP).

O objetivo da comissão é analisar vários itens na Legislação que dependem de regulamentação, como o próprio direito à greve do funcionalismo.

A dirigente defende que, antes de partir para uma proposta cujo objetivo parece ser limitar um direito conquistado, é preciso garantir o diálogo entre trabalhadores e patrões por meio de medidas como a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – sobre o direito à negociação coletiva no setor.

“Sem que tenhamos a negociação coletiva regulamentada, teremos uma lei apenas com caráter punitivo. Não podemos esquecer que antes da greve vem a negociação e esse é o primeiro passo como qual devemos nos preocupar.”

Fonte: confetam.com.br

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Câmara de Vereadores de Conceição de Feira promoverá Audiência Pública para os Servidores Públicos no dia 26/02/2014.

  E a FETRAMEB, na pessoa do seu diretor-presidente Raimundo Calixto estará presente compondo a mesa. Acompanhem os relatos deste evento nos próximos dias.

FETRAMEB recebe visita de representantes do Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Recôncavo Baiano - SINSPUMUR (21/02/2014).


    Foi com enorme satisfação que a FETRAMEB retomou as suas atividades. E, como não poderia deixar de ser, recebemos em nossa sede a agradável visita de diretores do Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Recôncavo Baiano - SINSPUMUR. Num clima bastante descontraído foram discutidas temas ligados às demandas dos servidores municipais daquela região, tais como:
  • Reajuste salarial;
  • piso salarial dos professores;
  • piso salarial e plano de carreira dos agentes de saúde.

    Desde já a FETRAMEB agradece a presença dos SINSPUMUR desejando-lhes êxito na luta encampada a favor dos servidores municipais do Recôncavo Baiano, e que tenham a plena certeza de que estamos à disposição na condição de aliados incondicionais.


 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

MAIS UMA VITÓRIA DO SISPUMUR-FETRAMEB

PROMOTORIA PÚBLICA DA  PRAZO A PREFEITURA DE GUANAMBI PARA REALIZAR O CONCURSO PÚBLICO


 Em atenção a denuncia formalizada pela Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Guanambi – SISPUMUR e membro do Grupo Operativo da Ouvidoria da Defensoria Pública, a Sra. Wilma Moura, bem como pelos vereadores Latinha e Hugo Costa, a Promotoria Pública de Guanambi, representada neste caso pela Dra. Tatyane Miranda Caires de Mansine Castro, realizou na manhã do dia 07 de janeiro, audiência com as representações, onde a representante do Ministério Público determinou pela recomendação ao Prefeito de Guanambi, o Sr. Charles Fernandes(PP) para realização do concurso público no prazo  de 90(noventa) dias, conforme notificação de nº 01/2013 do dia 07 de janeiro de 2014.
A promotora reconheceu que o número de cargos de provimento em comissão, de livre nomeação e exoneração, está exorbitante, se comparado ao número de servidores públicos efetivos. Segundo a promotora, o número de cargos em comissão(484), aumentou em 300% em apenas cinco anos. A representante do ministério ainda considerou que, de acordo com o ofício nº 08/2013, a Administração Municipal nomeou servidores efetivos para ocuparem a Secretaria da Fazenda, Secretaria de Saúde e Secretaria Educação, em total afronta a norma (EC nº 19/98), que limita o exercício de funções de confiança a servidores de carreira, nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, devendo as atribuições de tais funções e cargos destinar-se apenas à chefia, direção e assessoramento.
De acordo o artigo 37 da Constituição Federal, “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos”, ressalvando apenas os casos de “excepcional interesse público, as funções de confiança e os cargos em comissão”. Contrariando este dispositivo constitucional, o Município de Guanambi  já não realizava concurso público a mais de12(doze) anos e utilizava do clientelismo e apadrinhamento, práticas aéticas no que tange a condução da coisa pública, o que nos leva a entender que este modelo de gestão busca proporcionar a auto promoção com fins, exclusivamente eleitoreiros, infringindo o princípio constitucional.   
Para a representante do G.O e Presidente do SISPUMUR, a Sra. Wilma Moura, esta decisão ratifica uma das missões do MP que  é garantir o respeito aos direitos humanos por parte dos prestadores de serviços públicos e pelos órgãos do Poder Público, objetivando a construção de uma sociedade justa e inclusiva. Segue a decisão, na íntegra do MP.

Fonte: SISPUMUR
           Sindicato dos Servidores Públicos de Guanambi

URGENTE-ATUALIZAÇÃO CADASTRAL NO MTE

Prezados (as) Companheiros (as),

A CUT lançou o Manual de Registro Sindical, Alteração Estatutária e a Cartilha sobre Atualização Sindical para auxiliar os sindicatos no processo de registro e atualização sindical a partir das novas regras da  Portaria nº 326.
Publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2013, a nova Portaria alterou os procedimentos para solicitação de pedido de registro e alteração estatutária de sindicatos. Essa mudança exige das entidades sindicais cutistas uma adaptação e atenção aos novos procedimentos ao solicitar o reconhecimento da entidade ou fazer alterações no MTE.

Para Jacy Afonso, secretário de Organização, é responsabilidade da CUT orientar e atualizar suas entidades sobre a legislação vigente. “E esses materiais foram produzidos justamente com esse objetivo”, completou.
A nova Portaria 326 vale somente para Sindicatos.
Para a criação de Federações ou Confederações, que são entidades sindicais de 2º grau, continua valendo a Portaria 186/08.
 
Entretanto, é imprescindível o conhecimento das novas regras por parte das Federações e Confederações cutistas para que auxiliem os sindicatos filiados.
Em caso de dúvidas ou para maiores informações, entre em contato com a Secretaria de Organização pelos e-mails registrosindical@cut.org.br ou sno@cut.org.br.

 Abraços!

Ivany Almeida

Companheirada,

A FETRAMEB, mais uma vez alerta para que fiquemos atentos no preenchimento dos formulários do MTE, não esqueçamos de requerer a Certidão Digital e incluir no espaço correspondente: a FETRAMEB como Federação, a CONFETAM como Confederação e a CUT como Central Sindical.
Lembramos ainda, que se não fizerem façam o quanto antes pois poderão correr o risco de terem seus Registro Sindicais Cancelados.
Para os Sindicatos filiados já enviamos o referido manual e a cartilha sobre a atualização sindical, e para aqueles Sindicatos que ainda não são filiados, podem nos procurar:

Contatos
(71) 3321-9473 / 3321-9477 ou
(71) 8352-5321 / 8195-0368

Raimundo Calixto
Presidente da FETRAMEB
Secretário de Relações do Trabalho da CUT-BA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Após garantir aumento de 19% aos professores, Confetam cobrará prefeitos para que cumpram a lei do Magistério

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) pressionou e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), anunciou a retirada de pauta do Projeto de Lei (PL) 3.776/08, que modifica a Lei do Piso Salarial do Magistério.  

A decisão foi uma resposta à pressão da confederação e de entidades dos servidores públicos municipais, que entregaram, em audiência com o parlamentar no último dia 4, um documento cobrando a retirada do texto. 

“Nossa mobilização contra o PL começou desde o momento que foi protocolado, em 2008, porque logo após termos a vitória do Piso do Magistério, os governadores e prefeitos já cobraram que esse projeto fosse aprovado”, explicou a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa.

O objetivo desses gestores era diminuir o reajuste para os pprofessores. De acordo com a Lei do Piso Salarial Nacional para os Profissionais do Magistério da Educação Básica (11.738/2008), sancionada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 2008, a categoria tem direito a correção dos salários com base na variação do valor anual mínimo por aluno definido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Os governadores e prefeitos defendem que o reajuste considere apenas a inflação e mais um percentual que, chegaria, ao máximo de 50% do Fundeb. Para entender a diferença, se o PL fosse aprovado, o aumento seria em torno de 6%, enquanto, pela lei, será de 19% e eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.451,00.

Com a pressão dos profissionais da educação, que cobraram o apoio de parlamentares à retirada do texto, o projeto agora vai ao plenário da Câmara. O deputado Henrique Alves, por sua vez, assumiu o compromisso de fazer a discussão com as entidades da educação no início do próximo ano.

“Há uma predisposição da nossa categoria em paralisar as atividades para que a lei do Piso seja atendida em sua integralidade. Saímos daqui com mais esperanças, mas vigilantes e atentos a qualquer ataque aos nossos direitos”, afirmou a presidenta da Confetam, Vilani Oliveira.

O próximo passo, aponta Graça, é fazer com que os gestores cumpram a lei. “Estamos fazendo um abaixo-assinado para colher assinaturas em apoio à retirada definitiva do projeto e a Confetam tirou a resolução para que todos os estados encampem essa campanha”, disse.

Campanha salarial 2014 – A confederação também definiu no último dia 3 o lançamento da campanha salarial de 2014, que terá como mote “Terceirização é gol contra”. O objetivo é mostrar como o procedimento utilizado pelas empresas para reduzir custos precariza as condições de trabalho.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, que participou do planejamento da Confetam no último dia 4, a contratação de empresas terceirizadas para exercer o papel que cabe ao Estado prejudica também o atendimento à população.

“O servidor concursado é fundamental para o país porque tem comprometimento com o projeto. Ao precarizar a contratação, os governadores e prefeitos também precarizam o serviço que será oferecido à população”, definiu o dirigente.

A luta da CUT contra a terceirização foi um das principais pautas da Central em 2013, que promoveu mobilizações dentro e fora do Congresso para derrubar o Projeto de Lei 4330/2004, que passa a permitir a prática até para atividades onde não é permitida e ameaça os direitos dos trabalhadores com carteira assinada. Por conta da pressão cutista, o PL está parado no Congresso.

De acordo com um estudo de 2011 da CUT e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o trabalhador terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada de três horas a mais semanalmente e ganha 27% a menos. A cada 10 acidentes de trabalho, oito ocorrem entre terceirizados.

Escrito por: Luiz Carvalho, com informações da Confetam

7 de Setembro